09/2011 - ENTREVISTA - PAIXÃO, DETERMINAÇÃO E PLANEJAMENTO NA ORDEM DO DIA
O Engenheiro Magdi Shaat, fundador da SPEC, fala da filosofia da empresa que comanda hoje com a mesma disposição de 25 anos atrás.

O senhor fundou uma empresa que hoje está completando 25 anos. Quando descobriu sua vocação para a Engenharia? Desde menino gostava de fazer desenhos, da parte geométrica e da Matemática. Desenho, Matemática e Obra... Juntando tudo só podia dar Engenharia. Sempre tive uma curiosidade em relação aos métodos construtivos. Depois, quando prestei Vestibular, já no início do curso adorava ir aos locais das obras, saber o que estava sendo construído e como. Era uma aptidão natural mesmo.

Qual o balanço o senhor faz desses 25 anos de SPEC? O balanço é muito positivo. Hoje a empresa é respeitada e tem uma história de tradição no ramo da Engenharia. Construímos uma sólida reputação calcada na busca incessante de soluções técnicas e viabilização de obras com o melhor custo benefício para a satisfação de nossos clientes. Priorizamos a segurança também e os clientes já entendem nossa filosofia de trabalho.

Quais obras o senhor citaria como marcantes ao longo desse tempo? A obra de Porto Estrela e a Usina de Queimados. Especialmente Queimados pela natureza, concepção do projeto, sua complexidade, tamanho. Essa obra foi realmente um desafio, com quase 8 km de túneis e Casa de Força subterrânea. E a Usina de Aimorés, não só pela complexidade, mas também pelo envolvimento sócio-econômico ambiental. O projeto contemplava relocações de cidades e interferências em Municípios. A concepção de seu projeto foi super detalhada para contemplar todos esses aspectos.

Como a SPEC lida com a questão ambiental? Não existe projeto hoje que se desenvolva sem levar em consideração as condições ambientais. Lidamos com licenciamentos, as condicionantes que devem ser respeitadas dentro da concepção do projeto... Não tem como fugir desta questão.

A SPEC estendeu sua área de atuação por todo o território brasileiro. Como o senhor avalia, na sua área, a situação do País neste momento? O País está vivendo uma fase de crescimento extraordinária. O Brasil virou uma referência mundial. Quando viajo para o exterior, as pessoas me perguntam como é que o Brasil está vivendo este momento excepcional com o mundo todo em crise.

A que o senhor atribui essa fase? Atribuo à política governamental adotada nos últimos anos e ao controle da inflação, que também ajudou muito.

Mas existem problemas... Sim, esse momento excepcional acarreta os problemas inerentes a ele como falta de mão de obra qualificada, falta de material, falta de estoque, entregas demoradas, aeroportos lotados... Apesar do bom momento temos muito a estruturar.

Crescimento e carência. O senhor vê solução para essa situação? Sim. Temos potencial. As soluções devem vir do âmbito Federal, Estadual e Municipal; com planejamento, orçamentos adequados e foco na infraestrutura. Hoje a infraestrutura do País está muito aquém de sua capacidade produtiva.

Quais são as expectativas da SPEC para os próximos 25 anos? Trabalhar duro para continuar neste mercado ativo, apostando sempre numa equipe de excelência e buscando incessantemente as melhores soluções técnicas que atendam às expectativas de nossos clientes. Nosso objetivo é continuar crescendo de uma forma sustentável.

Como é sua filosofia de trabalho? Minha política de tocar a empresa aposta na base. Não me agrada um crescimento desordenado, sem sustentação. Temos que nos preparar para crescer. A gente gosta de manter a equipe, investir sempre na mão de obra qualificada, treinada, preparada, pra irmos crescendo junto com nossa equipe técnica. Assim nos mantemos fieis aos nossos preceitos de empresa humana, eficiente, comprometida com o aprimoramento constante de suas competências.

A empresa revitalizou sua marca. O que o senhor achou dessa mudança, e por que ela é necessária? Uma empresa, assim como as pessoas, deve sempre se atualizar e renovar. Nossa marca, durante esses 25 anos, cumpriu seu papel de representação da empresa e se tornou conhecida. Chegou a hora de modernizar. Mas a mudança não foi radical, mantivemos o símbolo, a filosofia, a origem. Só evoluímos.

Para finalizar, além da SPEC, o senhor também é Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador. Em sua gestão realizou vários projetos relevantes para a raça, inclusive a viabilização do Museu do Mangalarga... Se tivesse que traçar um paralelo entre essas duas atividades tão distintas que o senhor conduz com tanto sucesso, quais seriam os pontos comuns? Paixão. Determinação. Planejamento. Gosto de criar, de projetar. O Museu, por exemplo, levou 10 anos para chegar ao ponto que está. Este ano inauguramos em Cruzília, no Sul de Minas, berço da raça. Montamos escola para formação de mão de obra e a primeira turma vai se formar agora. Estamos trazendo a imprensa européia, americana, argentina. Temos associações sendo fundadas nos EUA, na Alemanha e na Argentina. Embora atividades totalmente distintas- Criação e Engenharia- ambas devem ser tocadas com a mesma disposição, empenho e seriedade.
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